terça-feira, 16 de outubro de 2012

Imagem do Sol Negro revela regiões ativas e longos filamentos




(Apolo11) Quando falamos do Sol, logo nos vem à mente aquela bola extremamente luminosa com algumas manchas, praticamente impossível de serem observadas sem auxílio de algum filtro especial. No entanto, se pudéssemos enxergar somente uma pequena fração do espectro luminoso o astro-rei ganharia outra aparência, ainda mais misteriosa.

Olhando a foto acima é difícil imaginar que o disco escuro rodeado de pontos negros, seja realmente o nosso Sol.

No entanto, a bem da verdade, a imagem não mostra o Sol em sua totalidade, mas apenas em uma minúscula parte do seu espectro luminoso, uma janela muito estreita dentro do espectro da luz vermelha conhecida como H-Alpha ou Hidrogênio-Alfa.


H-Alpha
De modo bem simplificado, o H-Alpha é uma linha espectral criada quando um elétron do hidrogênio cai do terceiro para o segundo nível de energia (lembrou-se das lições de química?). Quando isso acontece, um fóton de cor avermelhada no comprimento de onda de 656.281 nanômetros é emitido (lembrou-se das lições de física?).


No Sol esse processo ocorre continuamente devido a ionização do hidrogênio, que excita os elétrons e os faz mudar de órbita gerando um novo fóton a cada transição.

Apesar do comprimento de onda desses fótons estarem dentro do espectro visível, no caso do Sol é praticamente impossível enxerga-los à vista desarmada. Para vê-los é empregado um tipo especial de filtro solar chamado H-Alpha, que bloqueia todos os comprimentos de onda da luz visível com exceção do hidrogênio-Alpha.

A cena mostrada foi feita pelo astrofotógrafo Jim Lafferty, que usou um telescópio solar equipado com filtro solar H-Alpha e mais algumas técnicas de manipulação de imagens necessárias para ressaltar os detalhes da estrela. De acordo com Lafferty, após a captura a imagem foi transformada em preto e branco e em seguida teve os tons de cinza invertidos. Após o processamento foi adicionado o campo de estrelas, também com as cores invertidas.

O resultado da observação nesse comprimento de onda é a de podermos ver a superfície do Sol como ela é, com seu gigantesco oceano de hidrogênio em movimento, turbulências, longos filamentos e enormes regiões ativas impossíveis de serem vistas de outra maneira.

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